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Felicidade corporativa não é modismo, é coisa séria

6 minutos para ler

Employer Branding (Gestão de Marca Empregadora) e Employee Experience (Experiência do Colaborador) são percebidas como estratégias de negócio e gestão, assim como a felicidade corporativa também deve ser. 

A felicidade, por ser difícil de mensurar, e até mesmo de compreender, se torna algo utópico e subjetivo. De fato a felicidade é de responsabilidade de cada indivíduo, cabe a cada um o significado próprio e a sua busca, contudo, nos novos tempos, ela precisa ser uma das preocupações das empresas. 

Isso é comprovado por meio de pesquisas, como por exemplo, a do Center for Positive Organizational Scholarship, da Universidade da Califórnia, que mostra que um colaborador feliz é, em média, 31% mais produtivo, três vezes mais criativo e suas vendas são 37% mais elevadas, em comparação com outros. Assim como um estudo realizado pela Right Management mostrou que o nível de produtividade dos funcionários pode aumentar em até 50% em organizações que investem no bem-estar e no estímulo positivo de seus colaboradores.

Já uma pesquisa da Harvard Business Review mostra que pessoas felizes são 300% mais criativas e inovadoras. Estudos do Instituto Gallup revelam que colaboradores engajados e com alto nível de satisfação perdem 70% menos dias trabalhados, ao longo de um ano, e são mais propensos a não faltar por problema de saúde. 

Em relação a doenças, este é um ponto extremamente relevante nos tempos atuais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que atualmente 5% dos adultos do mundo sofrem de depressão e que, de acordo com os dados da organização, ela se tornará a doença mais comum em 2030. A OMS também declarou que o número de casos de depressão aumentou em 25% desde a pandemia. Sendo uma das principais causas de pedidos de demissão, aumentando a taxa de turnover, o que – evidentemente – é péssimo para qualquer organização.

Ou seja, se as lideranças e profissionais de Recursos Humanos não estiverem voltados a implementar ações que proporcionem satisfação no trabalho, cuidado com a saúde mental, burnout, ansiedade e depressão, é provável que percam em produtividade, crescimento e lucros. Mas será que programas de mindfulness, yoga, acompanhamento psicológico bastam para cuidar da felicidade dos colaboradores? 

Tudo indica que não. Mas, sim, que tratar a felicidade é algo mais profundo e deve ser pensado a longo prazo. Partindo do significado de felicidade, “estado de uma consciência plenamente satisfeita; satisfação, contentamento, bem-estar”, ou conceitos de estudiosos como Shawn Achor, autor de O Jeito Harvard de Ser Feliz, “felicidade é a alegria que sentimos quando buscamos atingir nosso pleno potencial.” além disso, “felicidade leva ao sucesso e realização, e não o contrário”. E também da definição de Sonja Lyubomirsky, autora de A Ciência da Felicidade, “Felicidade é a experiência de contentamento e bem- estar, combinada com a sensação de que a vida possui sentido e vale a pena.”, podemos entender a relação com o propósito. 

No ambiente profissional, um colaborador que entende o real sentido de seu trabalho e este está ligado aos seus valores, que suas atividades são reconhecidas como parte do sucesso da organização, que seu esforço é percebido e o relacionamento com os colegas traz satisfação, ou seja, emoções positivas o cercam e há um senso de pertencimento, tudo indica que ele trará mais resultados para a organização. 

Além do propósito do próprio colaborador com suas práticas diárias, a organização deve ter um propósito bem definido para haver essa identificação. De acordo com outra pesquisa da Harvard Business Review, as pessoas empregadas em empresas com propósito relatam quase o dobro da satisfação no trabalho e são três vezes mais propensas a permanecer naquela organização.

É uma relação direta com a cultura organizacional e como o colaborador a percebe em seu dia a dia. Colaboradores engajados vestem a camisa e têm o sentimento de dono, procuram melhorar seu desempenho constantemente e sentem-se motivados a implementar inovações, com isso impulsionam o potencial competitivo da empresa como um todo. 

Um ambiente que inspira a transparência e a preocupação genuína pelas pessoas, proporciona mais confiança e segurança psicológica, influenciando diretamente a felicidade corporativa. Assim explicou Renata Rivetti, diretora da Reconnect Happiness at Work, no programa Gestão de Pessoas, da Foursales. 

Ela passou algumas diretrizes para auxiliar os profissionais de RH nessa busca pela felicidade no ambiente de trabalho, como: 

  • Valorizar os pontos fortes dos colaboradores
  • Celebrar as conquistas
  • Investir em desenvolvimento 
  • Aumentar a empatia
  • Dar flexibilidade e autonomia

A felicidade corporativa vai além de programas e cursos, ela é feita no cotidiano, nas interações, no reconhecimento, nas celebrações. Essa importância dada para aumentar a felicidade de todos os envolvidos com a organização reflete em produtividade, resultados, lucros, relações com clientes e colegas, diminuição de turnover e absenteísmo. Ou seja, como diz Shawn Achor, “você não precisa de sucesso para ser feliz, mas precisa ser feliz para ter sucesso.”

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